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5 principais diferenças entre TREC e TCC – As vantagens da TREC estão na profundidade.

Atualizado: 1 de Out de 2019

Albert Ellis apresentou a Terapia Racional-Emotiva Comportamental (TREC) em 1955, uma mudança radical das terapias populares naquela época.

Desde então, gerou uma série de novas abordagens, usualmente chamadas terapias cognitivo-comportamentais (TCC). TREC e TCC coincide em uma série de aspectos. Sua premissa central afirma que emoções e comportamentos humanos são gerados predominantemente por ideias, crenças, atitudes e pensamentos, nunca por eventos em si. Consequentemente, mudar o pessoal de uma pessoa leva a uma resposta emocional e comportamental.

Porém há importantes diferenças entre TREC e TCC:

1. Filosóficas

A TREC direciona as bases filosóficas da perturbação emocional tanto quanto as distorções cognitivas (o foco da TCC), o que a torna mais poderosa. À medida que você desenraiza suas demandas absolutistas, suas distorções cognitivas são corrigidas.

Por exemplo, suponha que você planeje chamar alguém para um segundo encontro e você está se sentindo ansioso. Você fala para si: “ela não falou ou sorriu muito no primeiro encontro. Eu sei que ela não está interessada”. Mesmo que haja múltiplas explicações para o comportamento reservado dela, que você não conhece pelas ações dela, a TCC chama essa conclusão de "leitura da mente" e a descarta como uma distorção cognitiva. Em vez disso, a TREC analisa o motivo subjacente pelo qual você chega a essa conclusão, por exemplo, dizendo para si mesmo: “Eu absolutamente preciso da aceitação dela e se ela me rejeitar, isso seria horrível, eu não aguentaria e provaria que sou um perdedor que nunca vai ter sucesso com nenhuma mulher”. Desistir de sua extrema necessidade de aceitação não apenas melhoraria seus medos de rejeição em futuras situações de namoro, mas em praticamente todas as interações interpessoais. Seguir a rota da TCC de evitar a leitura da mente mostra-se significativamente mais limitado.

A TREC postula 3 demandas centrais que servem como combustível para distorções cognitivas e apoiando perturbações emocionais:

1 - “Como quero muito, eu devo fazer bem absolutamente tudo na vida e obter a aprovação de outras pessoas importantes, caso contrário significa que não serei bom”;

2 - “Porque desejo profundamente isso, outras pessoas devem me tratar bem definitivamente ou então eles não são bons” e;

3.- “Porque eu desejo isso fortemente, a vida deve absolutamente ser boa e, caso contrário, não é boa.”

Essas demandas criam ansiedade, depressão, culpa, raiva, mágoa, procrastinação e vícios.

A solução filosófica simples e profunda envolve aceitação incondicional (AI): aceitar incondicionalmente a si mesmo com suas falhas, aceitar incondicionalmente os outros com suas imperfeições e aceitar incondicionalmente a vida com seus desconfortos, aborrecimentos e injustiças.

2. Perturbações secundárias

A TREC realça a importância da perturbação secundária. Perturbar a si mesmo sobre sua perturbação é o maior fator endógeno de depressão, ansiedade e ataques de pânico na vida toda. A maior parte das TCCs ignora as perturbações secundárias. Por exemplo, se você se sente ansioso sobre parecer ansioso quando pedindo um encontro. Você está se sentindo ansioso por se sentir ansioso.

3. Auto-Aceitação Incondicional

A TREC apresentar uma solução elegante para o problema da auto-estima. Ela ensina a auto-aceitação incondicional mais do que outr

o tipo de auto-avaliação. A maioria dos terapeutas TCCs focam em reforçar a auto-estima de seus clientes, reforçando suas qualidades positivas. Esta estratégia têm muitas armadilhas incluindo tem baixa auto-estim quando tiver um desempenho ruim, fazendo comparações com outros, evitando tomar risco e preocupação com provas, ao invés de curtir a si mesmo. Auto-Aceitação incondicional e evitar armadilhas da auto-avaliação evitam muitos dos problemas com auto-estima. Auto-avaliação consiste da filosofia de auto-aceitar a si mesmo como um humano imperfeito que somos tanto quanto você tem um bom desempenho quanto quando não tem, ou quando os outros tem ama ou te odeiam. Se você for demitido, por exemplo, avalie seu desempenho no trabalho como ruim, mas nunca generalize para concluir que você é uma pessoa ruim ou sem valor. Você será capaz de avaliar seus comportamentos deficientes (e positivos) para focar em como melhorar para o futuro.

4. Emoções negativas saudáveis

A TREC é a única das TCCs que diferencia entre emoções negativas auto-destrutivas, inadequadas e não saudáveis das emoções negativas que ajudam, adequadas e saudáveis.

Anisedade, depressão, raiva e culpa são exemplos do primeiro grupo e preocupação, tristeza, irritação e arrependimento são exemplos do segundo.

Por exemplo, se você se sente levemente ansioso por chegar 5 minutos atrasado, esta é uma emoção negativa não saudável, porque, em parte, ela vem de crenças rígidas e absolutistas caracterizadas por demandas (tem que, deveria: “Eu não devo chegar atrasado a um compromisso de jeito nenhum!”). Por outro lado, se você se sente muito triste, chora e faz o luto pela perda de alguém que você amou muito, a tristeza é uma emoção negativa adequada. Ela vem de um desejo e uma preferência tal como “eu queria muito que meu amado não tivesse morrido... como isso é muito muito triste e lamentável”.

5. Toda raiva é inadequada

A TCC vê algumas formas de raiva como uma emoção saudável e adequada.

Ao contrário disso, a TREC acredita que toda raiva tem em seu núcleo uma filosofia de condenação e demandas ditatoriais.

Isso pode ser expressado como “os outros devem absolutamente em tratar bem ou então eles não são bons e merecem torrar no inferno”. Esta filosofia não ajuda, nos faz sentir mal, e às vezes é quase destrutiva. Mesmo nas formas suaves, esta perspectiva é inadequada.

A TREC ensina assertividade efetiva individual, solução de problemas e outras alternativas adequadas á raiva. Embora a TCC também ensine assertividade, ela não arranca a raiz filosófica da raiva.

Pelas razões acima e outras mais, os resultados da terapia TREC tende a ser mais breve que as TCCs.




Tradução livre para Português por Márcia Verônica de Paiva Machado, psicóloga, do texto de Michael R Edelstein, disponível em:

https://www.psychologytoday.com/intl/blog/the-three-minute-therapist/201703/5-major-differences-between-rebt-cbt

Texto elaborado por Márcia Verônica de Paiva Machado, Psicóloga formada pela PUC-Rio (CRP 05/35863). Idealizadora da TREC RJ. Terapeuta Certificada pelo Instituto Albert Ellis em Terapia Racional-Emotiva Comportamental, nível avançado. Atende em consultório particular, com sessões baseadas em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

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