Exercício simples para te ajudar a não se culpar

Atualizado: Abr 7


Hoje, ainda baseado no livro Overcoming Guilty, de Windy Dryde, vamos fazer um exercício para você refletir sobre a auto-responsabilização excessiva. Se você tende a se sentir culpado com frequência, é possível que você tenda a atribuir Mia responsabilidade a si mesmo do que a realidade. Nem sempre a realidade vai ter sido causada por você. As vezes sim, e mesmo nessas vezes é melhor refletir, se arrepender e seguir sua vida. É possível que você tenha aprendido na infância a se sentir culpado e a se auto-respponsabilizar excessivamente. Talvez você tenha ouvido que você é errada ou que a culpa de algo aleatório é sua. Crescendo assim, é pouco provável que você já tenha se questionado se isso é realmente verdade. Até porque se você é errado, e tudo o que você faz é errado tabém, não é certo você se questionar. Você vai correr o risco de acabar com o mundo? Naõ... é melhor ficar quietinho. Se culpando por tudo que já aconteceu no planeta e pelo que ainda vai acontecer. Faz sentido isso? Não, né? Mas infelizmente muitas pessoas hoje se culpam e não vivem suas vidas por pensamentos como esse – pessoas pensam o tempo todo irrealisticamente que são responsáveis por tudo e que portanto não podem errar. Na página 28, o Dryden traz um breve exercício, que eu separei pra gente fazer junto. Queria que você pensasse em uma coisa que você fez errado e se sente culpado. Vamos pensar. Provavlemtne você deve pensar que você é exclusivamente o único responsável por isso acontecer, se auto-responsabiizando excessivamente pelo erro e as consequências que derivaram dele. Correto? Se sim, você pensa que você tem mais controle sobre os fatos da vida do que realmente tem. Por outro lado, vamos imaginar um gráfico da responsabilidade onde hoje você acredita que seja o único responsabel por esse fato e suas consequências? Como seria para você, descer um degrau e se responsabilizar menos por isso? Não existe essa possibilidade? Calma! Ela não só existe, como é real. Não estou afirmando que você não tem qualquer parcela de responsabilidade sobre esse fato. Sim, ás vezes quem de fato cometeu esse deslize foi você. Então, vamos pensar. Que outras explicações de causa podemos dar ao evento, além de ser sua culpa? Que outros fatores relacionados à situação interferiram para que ela acontecesse? Será que você foi a única pessoa que agiu para que isso acontecesse? Será que se você tivesse uma bola de cristal e soubesse o resultado, você mesmo assim teria feito? Digamos que 70% é sua responsabilidade, como seria para você se você acreditasse que você é parcialmente e não inteiramente responsável por esse fato? É possível que você se arrependa, que você lamente o ocorrido e até mesmo sua participação nisso. Peço para continuar pensando que 70% da responsabilidade é sua. Será que é realmente 70%? Será que não é menor sua parcela de responsabilidade? Talvez 50%? Ou 30%? Não se surpreenda, se você perceber que você nada tem a ver com a situação. A culpa gera pensamentos recorrentes de auto-punição. A melhor punição que você pode aplicar a você é parar a sua vida. É difícil refletir objetivamente sozinho. Suas crenças irracionais sobre erro, necessidade de perfeição te impedem disso frente a um erro. Recomendo ver este vídeo novamente com um papel e caneta e desafiar seus pensamentos que vão te fazer enxergar uma excessiva responsabilidade. A TREC não te promete soluções milagrosas, instantâneas. Mas exercícios onde você pode refletir realisticamente e desafiar suas crenças irracionais , ilógicas e não verdadeiras, que estão te impedindo de construir momentos felizes na sua vida. Não podemos controlar tudo nessa vida. Nem os fatos ruins nem os bons. O curioso é que as crenças irracionais que nos levam a acreditar que somos 100% responsáveis por um fato negativo, não nos levam a imaginar que somos também 100% responsáveis por um acontecimento positivo. Mudar o seu destino emocional depende de você.

No início não é fácil. Não hesite em buscar ajuda profissional de um psicólogo. Gostou desse artigo?

Texto desenvolvido por Márcia Verônica de Paiva Machado, Psicóloga formada pela PUC-Rio (CRP 05/35863).

Terapeuta Certificada pelo Instituto Albert Ellis em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

Atende em consultório particular, com sessões baseadas em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

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