Perfeccionismo - Modelo cognitivo-comportamental (4 de 5)

Pelo fim do perfeccionismo, vamos entender agora o modelo como ele vem agindo na sua vida! Não se assuste se você se identificar com alguma das saídas do modelo. Apesar de muito simples, ele pode estar te impedindo de muitas conquistas. Vamos ver que ou assumimos a responsabilidade de enfrenta-lo ou não temos muita saída. É um ciclo.

Esse tema está sendo abordado em 5 textos: Já falei sobre definição e distorções cognitivas, os dois aspectos de perfeccionismo, emoções mais frequentes no perfeccionista no modelo ABC. Neste, vou trazer o modelo clínico cognitivo-comportamental do perfeccionismo. Tudo começa na sua auto-estima, que por definição é excessivamente dependente de esforço e conquista. A dependência, o condicionamento do valor da auto-estima estar relacionado ao esforço e à conquista, faz com que você desenvolva Padrões Inflexíveis. Estes levam a distorções cognitivas e comportamentos que te levem à segurança. Temos aí o perfeccionismo instalado. Ele pode ter três saídas, até hoje não sei qual a pior, mas por experiência própria, as três levam a perturbação emocional. A primeira possível saída é evitarmos tentar atingir padrão: aqui criamos desculpas para não fazer (aqui vale toda e qualquer desculpa, geralmente digamos que não muito assertivas), evitamos aceitar tarefas ou desafios, procrastinação. A segunda possível saída é quando tentamos mas falhamos em atingir os padrões altíssimos: aqui vamos interpretar a falha como algo terrível que não deveria ter acontecido. A primeira e a segunda saída levam a: auto-criticismo e comportamentos contra-produtivos. Que vão fazer o que? Reforçar a ideia de baixa auto-estima. E reiniciar o ciclo de sofrimento. A terceira saída é uma ilusão. Não sei se é a pior, mas é a minha preferida – pra fins de estudo! É quando atingimos temporariamente nossos padrões altíssimos. Sim, temporariamente, que por definição não é eternamente!!! Nesse momento, a tendência de recebermos dos outros reforço positivo, como elogios, é altíssima. Só que... já está instalado as crenças de perfeição que carregam todas as distorções cognitivas que já vimos no vídeo 1 e... Há uma leitura inadequada de que só recebeu elogios porque seus padrões e exigências eram baixos. E aí? Sim! Reforça a ideia de baixa auto-estima. E reinicia-se o ciclo de sofrimento. É o famoso caso que pessoas falam: não entendo porque ele sofre. Ele foi tao bem! Enquanto o perfeccionista pensa: ele só me elogio por pena, porque não fui bem. Eu sinto que não fui bem, O que importa são os meus padrões. E coisas do tipo... Ou seja, qualquer “saída” do modelo, leva a reinício, pois estamos falando de um ciclo. Onde podemos agir? Intensificando cada vez mais a auto-aceitação incondicional em situações de falha. Querendo ou não... por definição humanos são seres falíveis... No próximo texto, encerro esta série como dicas práticas comportamentais para enfrentar o perfeccionismo.

Vamos aproveitar esses dias da melhor maneira possível!

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Texto desenvolvido por Márcia Verônica de Paiva Machado, Psicóloga formada pela PUC-Rio (CRP 05/35863).

Terapeuta Certificada pelo Instituto Albert Ellis em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

Atende em consultório particular, com sessões baseadas em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

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