Perfeccionismo - Os 2 aspectos (2 de 5)

Atualizado: Abr 10


Eu acho que eu tenho que fazer as coisas perfeitas, mas elas não saem sempre perfeitas... Eu acho que é possível eu ser sempre o melhor e faço o impossível até alcançar isso. Será que eu sou perfeccionista?

Esse tema vou abordar em 4 textos. Esse é o segundo.

Hoje, vou trazer os dois aspectos de perfeccionismo: preocupação e esforço. O primeiro aspecto é chamado de Preocupações Perfeccionistas. São aspectos cognitivos, de Demandas de perfeição. A partir dele, a pessoa faz avaliações extraordinariamente críticas do próprio comportamento. Cultiva preocupações excessivas com as avaliações, expectativas e críticas de outros, Não existe a capacidade de obter satisfação, mesmo quando alguém é bem-sucedido em um empreendimento. Esse aspecto está fortemente relacionada a problemas de saúde, maior psicopatologia e pior bem-estar. O segundo aspecto é o esforço perfeccionista. É um aspecto Comportamental, de alcance de perfeição. A pessoa tem a tendência de estabelecer padrões pessoais excessivamente altos, que geralmente são de natureza irrealista e exigem nada menos que perfeição do eu. Está associado a níveis mais altos de afeto positivo, maior satisfação com a vida e melhor saúde física. Por outro lado, também é um fator de risco para transtornos alimentares e problemas de saúde física. A relação com a psicopatologia acontece após uma falha no desempenho. Ou seja, como a falha faz parte da vida, em algum momento vai haver sofrimento. Não posso encerrar esse vídeo sem falar da armadilha, sobretudo do segundo aspecto. Quem é a pessoa que não dá os parabéns, que não valoriza algo excelente? Sim, existe um gigante reforço social para o esforço perfeccionista: Socialmente, a busca pela perfeição é reforçada, nem sempre é vista como algo ruim; É o esforço que vai permitir atingir muitos dos objetivos acadêmicos e profissionais do indivíduo. O risco reside justamente porque os resultados positivos do esforço perfeccionista vão implicar no aumento da auto-estima.

Para a TREC a auto-estima não é um objetivo terapêutico e nem vale a pena buscarmos ações para alcança-la. É um valor condicionado ao desempenho e não o valor real da pessoa. Para entender melhor esta ideia, vou deixar um link nos cards sobre um trecho do livro o Mito da Auto-estima. A dica terapêutica é pare de buscar a perfeição e alcance a excelência. Traçando um paralelo com a TREC, podemos dizer que o aspecto de preocupação perfeccionista tem a ver com crenças irracionais de demandas de perfeição e também com uma consequência de ruminação cognitiva. O aspecto de esforço perfeccionista também está relacionado à crenças irracionais de intolerância à frustração e comportamentos de busca de segurança excessiva. Por que tudo isso é problema, vamos entender melhor no último vídeo, onde vou trazer o modelo clínico cognitivo-comportamental do perfeccionismo. Mas é importante conhecermos as emoções mais frequentes no perfeccionista, onde vou apresentar no modelo ABC. Esse é o tema do próximo vídeo. Vamos aproveitar esses dias da melhor maneira possível!

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Texto desenvolvido por Márcia Verônica de Paiva Machado, Psicóloga formada pela PUC-Rio (CRP 05/35863).

Terapeuta Certificada pelo Instituto Albert Ellis em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

Atende em consultório particular, com sessões baseadas em Terapia Racional-Emotiva Comportamental.

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